O ano era 1930 – muito tempo antes da televisão chegar ao Brasil – e nas salas das casas um outro aparelho detinha a nobre função de conectar homens e mulheres com o mundo. Era o rádio… o primeiro meio de comunicação a falar individualmente com milhões de pessoas simultaneamente. Nove décadas depois e graças a um presente cada vez mais digital, esse grande amplificador de ideias abre espaço para um novo momento: a Era dos Podcasts – formato que, por uma conjunção de fatores, vem acendendo fagulhas e mais fagulhas em mentes inquietas, sempre em busca de novas formas de produzir conteúdo e, principalmente, de se conectar genuinamente com o público.

Os números desse mercado em plena ascensão são os primeiros elementos que chamam a atenção e, claro, não passam despercebidos por quem sabe fazer negócios. Para se ter uma ideia, segundo a pesquisa ‘Ibope Podcast 2019’, cerca de 40% dos brasileiros com acesso à internet – ou seja, 56 milhões de pessoas – já escutaram um podcast e mais da metade deste público escuta podcasts mensalmente. Mas a que mais atribuímos uma receita que, de acordo com um levantamento da empresa de consultoria e auditoria PwC, vai chegar a 1 bilhão de dólares em 2021 nos EUA, por exemplo?

Um dos motivos é o conteúdo de qualidade. Entre as válvulas propulsoras que resultaram no alto consumo de podcasts está o grande investimento das plataformas de streaming de áudio (como Spotify e Deezer), a criação do Google Podcasts e o investimento de gigantes do mercado brasileiro de produção de conteúdo de credibilidade como Grupo Globo, UOL, Folha de S. Paulo e Estadão. Além disso, em paralelo a esse movimento, o ecossistema de podcasts tem amadurecido e dado ainda mais projeção a players presentes também em outros meios, como a televisão, o YouTube ou o próprio rádio.

Confira 3 motivos para investir no mercado de podcast:

Acesso e disponibilização on demand

Apesar de muito próximos, podcast e rádio são coisas diferentes, a começar pelo modelo de transmissão. Enquanto um exige sintonia com uma estação e oferece programação inflexível, o outro pode ser ouvido via streaming ou baixado para ser escutado em qualquer player de áudio – permitindo que o público decida que horas, como e onde quer consumir o conteúdo que escolheu. Ou seja, alinhadíssimos com a cultura de mídia sob demanda, os podcasts levam vantagem quando o assunto é a facilidade de acesso. Uma pesquisa realizada no ano passado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo apontou, por exemplo, que o Brasil tem 230 milhões de smartphones em uso – número que, somado com computadores, notebooks e tablets, dispara para a marca 420 milhões de dispositivos em que se pode consumir áudio.

Novos hábitos e o perfil do ouvinte

Embora o formato não seja exatamente novo, vimos esse mercado explodir nos últimos anos e isso se deve, em grande parte, ao “mobile first” e a tendência de interesse sob demanda. Por poderem ser acessados em qualquer lugar e de muitos aplicativos diferentes, o formato conquistou um público extremamente multitask. A maioria dos ouvintes relata que escuta podcasts enquanto faz atividades domésticas, pratica exercícios, trabalha… mas 79% dos entrevistados pela ‘PodPesquisa – ABPOD / CBN – 2018’ revelou que o momento perfeito para colocar os episódios não escutados em dia é no tempo gasto com o deslocamento casa-trabalho-casa. Além disso, vale ressaltar que 50% dessas pessoas passa 5 ou mais horas/semana consumindo conteúdo em áudio e que 78,4% exercem atividade remunerada – o que os torna ativos economicamente.

Outro ponto importante é a adoção de “smart speakers” como o Alexa da Amazon e o Google Home que, hoje, já têm uma penetração de 23% de toda população americana e permitem que as pessoas procurem facilmente por um podcast através de comandos de voz. Sem falar que a maioria dos aplicativos de podcast também se integra a modelos de carros mais novos, facilitando a localização e a escuta no carro.

Principal vantagem para os anunciantes

Aumento contínuo de smartphones, preços de dados mais baixos, facilidade de se consumir podcasts em trânsito são apenas alguns dos fatores que ajudam a construir o ambiente ideal para que os conteúdos em áudio encontrassem tantos novos ouvintes. Exemplo dessa explosão, a audiência do formato no Spotify brasileiro cresce 21% mensalmente, em média, desde janeiro de 2018. Também no Brasil, um relatório publicado pelo Deezer em outubro de 2019 mostrou que a forma de consumir conteúdo na plataforma cresceu 177% em um período de 12 meses.

Justamente por isso veículos de comunicação, agências de conteúdo e outras empresas enxergaram nessa mídia um forte potencial comercial… como presente, esse mercado prova que veio para ficar e oferece aos anunciantes resultados precisos e uma conexão nunca antes conquistada com alguns públicos, como o consumidor em trânsito, por exemplo. Além disso, com um público extremamente engajado e nichado, apresenta ROIs extremamente significativos em um espaço onde a mensagem se destaca.

O sucesso do mercado de podcast em números

67%

Lembra perfeitamente de um produto anunciado

61%

Comprou um produto/serviço anunciado

31%

Pesquisou mais informações

29%

Visitou o site da marca

23%

Fez uma compra online

22%

Conversou com alguém sobre o anúncio

17%

Fez uma compra na loja física

13%

Mudou de opinião sobre a marca

Fonte: comScore/Wondery

Com a roda girando cada vez mais rápido, se em 2019 vimos esse mercado ganhar o mundo, em 2020 queremos saber se rentabilizar podcasts vale mesmo a pena. No ar até 27 de novembro a fase Academy do SET eXPerience – evento que surge como uma evolução do SET EXPO -, preparou 11 trilhas gratuitas de conteúdo em vídeo on demand para que você possa se aprofundar em cada um dos temas propostos.

O futuro do podcast faz parte dessa curadoria e trará muitos mais insights para que o mercado de mídia e entretenimento possa enxergar valor nesse espaço tão rico e acessível.

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Por |2020-11-04T18:01:40-03:0023/10/2020|Destaque|0 Comentários
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